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Insulfilm permitido: guia completo (com 3 mitos) para escolher película e evitar multa

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Se você está pesquisando insulfilm permitido, você provavelmente quer três coisas ao mesmo tempo: conforto térmico, privacidade e visual mais limpo, sem virar alvo de abordagem ou cair na armadilha de “instalei e depois tive que arrancar”. A verdade é que insulfilm permitido não é “qualquer película que parece clara”, nem “o G5 que meu amigo usa”. O que manda é a transmitância luminosa final do conjunto vidro + película, e isso está regulamentado pelo CONTRAN.

Este guia vai te mostrar, sem enrolação, como ficar dentro do insulfilm permitido de forma defensável na rua: o que a regra exige na frente, o que mudou atrás, o que mais dá autuação, como medir, como comprar e um checklist final para instalar do jeito certo.

Aviso rápido: conteúdo informativo (não é aconselhamento jurídico). Fiscalização pode variar por estado/município e por equipamento disponível.


1) Insulfilm permitido não é “a porcentagem da película”: é transmitância do conjunto

A base do tema insulfilm permitido é a transmitância luminosa: quanta luz passa depois que você aplica a película no vidro. A Resolução CONTRAN nº 960/2022 deixa isso explícito ao exigir que a película respeite as mesmas condições de transmitância do conjunto vidro-película previstas no art. 4º.

Por isso, duas pessoas podem instalar a “mesma película” e uma ficar dentro do insulfilm permitido e a outra não — especialmente se:

  • o vidro já tem tonalidade de fábrica,
  • o carro tem vidro original mais escuro em certas versões,
  • o instalador usa película de procedência duvidosa,
  • o corte e aplicação ficam ruins (bolhas, vincos, descolamento), chamando atenção.

2) Regra principal do insulfilm permitido na frente: 70%

A Resolução 960/2022 definiu de forma objetiva que a transmitância luminosa não pode ser inferior a 70%:

  • no para-brisa (com exceções de áreas específicas como serigrafia e banda degradê),
  • e nas áreas indispensáveis à dirigibilidade, que incluem as laterais dianteiras respeitando o campo de visão do condutor.

Então, quando a pessoa pergunta “qual insulfilm permitido na frente?”, o resumo é: bem claro. Se você quer rodar com menos risco, “frente clara” é a regra mais valiosa do insulfilm permitido.


3) E atrás? O que mudou no insulfilm permitido depois de 2023

Aqui está a parte que mais gera confusão em grupos de carro, porque muita gente ainda repete regra antiga como se fosse atual.

  • Em 2022, a Resolução 960/2022 trazia um limite mínimo de 28% para vidros que não interferem nas áreas indispensáveis à dirigibilidade.
  • Em 2 de janeiro de 2023, a Resolução 989/2022 alterou a 960/2022 e mudou o inciso II do art. 4º, passando a dizer que, para vidros que não interferem na dirigibilidade (com retrovisores externos em ambos os lados), a transmitância poderá ser inferior ao mínimo exigido no inciso I (70%). Ou seja: não fixa mais o “28%” como piso geral para a traseira.

Tradução prática (do jeito que importa para o seu insulfilm permitido):

  • Frente continua com 70% (para-brisa + laterais dianteiras).
  • Traseira ganhou mais flexibilidade desde que o veículo tenha retrovisores externos em ambos os lados (o que é padrão na maioria dos carros).

Se você quer acertar o insulfilm permitido “na prática”, essa atualização de 2023 é o divisor de águas.


4) Onde o insulfilm permitido mais dá problema: para-brisa e laterais dianteiras

Você pode ter o carro inteiro com película perfeita atrás e ainda assim ter dor de cabeça por causa de um detalhe na frente. No mundo real, insulfilm permitido costuma dar ruim quando:

  • o para-brisa tem película “perceptível” demais,
  • as laterais dianteiras ficam mais escuras do que o conjunto permite,
  • há película sem marcação/identificação quando exigido (chancela),
  • o acabamento está ruim (bolhas, recortes mal feitos), chamando atenção.

A 960/2022 prevê, por exemplo, que a marca do instalador e o índice de transmitância do conjunto vidro-película nas áreas indispensáveis à dirigibilidade devem ser gravados na película por chancela, e que as informações precisam ser legíveis pelo lado externo.
E também veda a manutenção de películas com bolhas nas áreas críticas/indispensáveis.

Ou seja: insulfilm permitido não é só “tom”, é tom + comprovação + acabamento.


5) O que dá autuação de verdade quando o assunto é insulfilm permitido

No CTB, um dos enquadramentos usados para casos de película é o art. 230, inciso XVI (vidros total ou parcialmente cobertos por películas refletivas ou não, painéis decorativos ou pinturas).

Na prática, quando falam de insulfilm permitido, autuação tende a aparecer quando há:

  • película refletiva/opaca,
  • película não refletiva fora da transmitância exigida,
  • película sem chancela/identificação exigida nas áreas críticas,
  • ou qualquer elemento que prejudique visibilidade (adesivos, símbolos, bolhas grandes no campo de visão).

Não é “maldade do agente”: é o que a norma descreve como irregularidades típicas ligadas ao art. 230.


6) “Insulfilm permitido” na rua: o que faz você rodar tranquilo

Aqui vai a leitura mais útil possível: muitas vezes, a diferença entre “passar batido” e “virar assunto numa abordagem” não é só o número — é o conjunto.

Se você quer insulfilm permitido com menos estresse:

  • mantenha 70% na frente sem tentar “chegar no limite” no olho,
  • concentre privacidade e estética nos vidros traseiros (onde há mais flexibilidade após 2023),
  • evite refletivo/espelhado,
  • faça instalação perfeita (sem bolhas e sem recortes ruins),
  • exija procedência e documentação.

Isso é o que transforma insulfilm permitido em “vida normal”.


7) Como a fiscalização mede (e por que isso importa para insulfilm permitido)

A 960/2022 trata do uso de medidores de transmitância luminosa.
E o INMETRO tem regulamentos técnicos específicos para medidores de transmitância luminosa usados para determinar transmitância em películas e vidros.

O que isso significa na prática para insulfilm permitido:

  • “parece claro” não vale como argumento se o instrumento aponta fora do limite,
  • por isso é tão importante não apertar demais o tom na frente,
  • e escolher instalador que trabalha com padrão e material confiável.

8) Como escolher insulfilm permitido: 3 setups práticos (do mais tranquilo ao mais arriscado)

Setup A — “Daily civilizado” (o mais tranquilo)

  • Frente bem clara dentro do 70%.
  • Traseira com escurecimento moderado para privacidade.
  • Acabamento impecável + chancela e procedência.

Esse é o setup que mais “encaixa” no espírito de insulfilm permitido para quem não quer dor de cabeça.

Setup B — “Privacidade forte, frente discreta”

  • Frente dentro do 70% sem exagerar.
  • Traseira bem mais fechada (aproveitando a flexibilidade pós-2023).
  • Retrovisores externos em ambos os lados (normal em carros de passeio).

Esse é o jeito mais comum de fazer insulfilm permitido com visual mais agressivo, mas com “cara de correto” na parte crítica.

Setup C — “O que mais dá ruim”

  • Frente escura (mesmo “um pouco”).
  • Para-brisa com película perceptível.
  • Refletivo/espelhado.
  • Bolhas, recorte ruim, sem identificação.

Esse é o cenário que faz o dono voltar pro Google e digitar de novo insulfilm permitido — só que já com multa na cabeça.


9) Checklist de compra (para acertar o insulfilm permitido sem adivinhar)

Antes de pagar, use isso como peneira:

✅ Você sabe qual vai ser a transmitância final do conjunto vidro + película na frente?
✅ O instalador garante chancela legível nas áreas indispensáveis?
✅ A instalação vai ficar zero bolhas nas áreas críticas (senão você já está irregular)?
✅ Você terá nota fiscal e procedência?
✅ Você está evitando refletivo/espelhado?
✅ Você vai testar visibilidade real à noite (manobra/chuva)?

Esse checklist evita que você “compre no impulso” e depois corra atrás de insulfilm permitido para consertar o erro.


10) Mitos que atrapalham (e derrubam quem busca insulfilm permitido)

Mito 1: “O que vale é o número da película”

Não. O que vale é transmitância do conjunto vidro-película.

Mito 2: “Atrás é sempre 28%”

Isso era o que constava como piso na redação de 2022. Depois, a Resolução 989/2022 alterou o art. 4º, II, retirando a necessidade de um piso fixo como regra geral e permitindo transmitância inferior ao mínimo do inciso I nos vidros que não interferem na dirigibilidade (com retrovisores dos dois lados).

Mito 3: “Se eu nunca fui parado, então está certo”

Não. Isso só significa que você não foi fiscalizado/medido ainda. Insulfilm permitido é conformidade técnica, não estatística de sorte.


11) Perguntas frequentes sobre insulfilm permitido

“Posso colocar película no para-brisa?”
Pode, mas na prática é onde mais dá problema. O para-brisa entra no grupo do mínimo de 70% (com exceções de faixas específicas).
Se seu objetivo é insulfilm permitido com menos risco, escolha algo extremamente discreto.

“E se meu carro já tem vidro escurecido de fábrica?”
Então você tem menos margem na frente. Como insulfilm permitido é o conjunto, vidro mais escuro exige película mais clara.

“Bolha pequena dá problema?”
A 960/2022 veda a manutenção de películas com bolhas na área crítica e nas áreas indispensáveis à dirigibilidade.
Ou seja: não é “frescura”, é regra.

“Qual a base legal de multa?”
O CTB traz o art. 230, XVI como referência comum em casos de película em vidros.


Conclusão

A forma mais segura de pensar insulfilm permitido é simples: frente dentro do 70% sem forçar, traseira ajustada ao seu objetivo, instalação impecável, chancela e procedência. A pergunta certa não é “qual película é liberada?”, e sim: “o resultado final do meu conjunto está dentro do padrão e com aparência de carro bem montado?”.

Quando você faz isso, insulfilm permitido deixa de ser um “debate de internet” e vira um upgrade que melhora sua vida sem aumentar sua exposição na rua.

Qual escapamento esportivo é permitido por lei? 9 regras para não cair em multa (Brasil)


Resolução CONTRAN nº 960/2022 (texto oficial – PDF)
https://www.gov.br/infraestrutura/pt-br/assuntos/transito/conteudo-contran/resolucoes/Resolucao9602022.pdf

Resolução CONTRAN nº 989/2022 (alteração da 960/2022 – PDF)

Clique para acessar o Resolucao9892022.pdf

CTB – Lei nº 9.503/1997 (texto compilado oficial – Planalto) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503Compilado.htm INMETRO – Regulamento para medidores de transmitância luminosa (PDF) https://www.inmetro.gov.br/rtac/pdf/RTAC001011.pd

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